Acredito em duendes e no direito penal

do

Para você que acha que deve haver a redução da maioridade penal, veja um pouco do que acontece a um condenado neste sério país.

A história a seguir é real. Por razões óbvias não posso revelar o nome dos envolvidos.

Pelo que vejo todos os dias, já tenho motivos para não acreditar no Direito Penal. Na verdade o instituto é particularmente interessante e necessário. Mas aqueles que como eu operam ou auxiliam de alguma forma a execução penal sabem que é revoltante, para dizer apenas uma palavra da realidade do sistema.

O demônio Sr. Juvenal estuprou a sobrinha de sua esposa entre os 14 e 17 anos desta. Mesmo tendo já 3 filhos e sendo sua esposa debilitada psicologicamente, usando de graves ameaças, obrigava a adolescente a satisfazer seus desejos lascivos.  O crime foi descoberto em razão da gravidez da vítima.

Como se não bastasse, o animal do Juvenal “delicadamente” sugeriu para que sua quase sobrinha abortasse.

Se eu te disser que Juvenal é menor, talvez fosse fique triste, pensando que nada iria acontecer com ele. Menos mal. Juvenal é maior e capaz de responder por seus atos.

Contudo, ao prolatar a sentença o juiz, mesmo condenando o réu a mais de 10 anos de reclusão, atento às necessidades de seus filhos e sua esposa, sendo o arrimo de família, concedeu ao mesmo o direito de recorrer em liberdade e fixou o regime aberto para o cumprimento da pena.

Agora, por estar muito incomodado com o uso da tornozeleira eletrônica, o defensor público postulou em seu benefício o pedido de retirada do equipamento, o que é prontamente concedido aqui em Minas Gerais devido ao sucateamento do sistema…

Antes de defender o que deve acontecer com os menores infratores, dizer que bandido tem que apodrecer na cadeia, lembre que este país não é sério.

Lembre que existe um mundo real, pessoas sendo violentadas de todas as formas enquanto os magistrados estão presos à literalidades vazias e são obrigados a cumprir uma lei feita indiretamente por todos nós através dos representantes legislativos.

Lembre que não há cumprimento de pena. É uma piada de muito mal gosto.

Lembre que a referida adolescente jamais se recuperará do que sofreu e tem agora um filho fruto da violência que sofreu.

O Direito Penal é necessário. Seus princípios são nobres. A maneira como o Estado sabiamente o utiliza é como pimenta nos olhos dos outros.

Os duendes são seres da floresta. E no fim do arco íris você encontrará um pote de ouro.

FORMAS ALTERNATIVAS DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS

 

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Venho a tempo perquirir se estamos preparados para responder aos anseios e às necessidades sociais dos jurisdicionados?

A tempestade de críticas habitualmente interfere no comportamento humano e provoca desgastes que levam ao desalento e à desesperança. Às vezes saber que outros já experimentaram as mesmas dificuldades pelas quais estamos passando, nos encoraja e nos leva a observar com acuidade o tipo de providência que foi adotada e a se adotar. Sob esse prisma, é oportuno trazer a baila um decreto imperial muito singular que nos permite observar a trajetória da Justiça no mundo e refletir sobre a necessidade da adoção de formas alternativas de solução de conflitos. Na China do século VII, o imperador Hang Hsi (cf. Legal Institutions in Manchú China, Van der Sprenkel, 1962, p. 77), no exercício das suas funções, expediu o seguinte decreto externando a sua imperial vontade, verbis:

“Ordeno que todos aqueles que se dirigirem aos tribunais sejam tratados sem nenhuma piedade, sem nenhuma consideração, de tal forma que se desgostem tanto da idéia do Direito quanto se apavorem com a perspectiva de comparecerem perante um magistrado. Assim o desejo para evitar que os processos se multipliquem assombrosamente, o que ocorreria se inexistisse o temor de se ir aos tribunais. O que ocorreria se os homens concebessem a falsa idéia de que teriam à sua disposição uma justiça acessível e ágil. O que ocorreria se pensassem que os juízes são sérios e competentes. Se essa falsa idéia se formar, os litígios ocorrerão em número infinito e a metade da população será insuficiente para julgar os litígios da outra metade da população.”

É inegável que a visão plúmbea do Imperador Chinês mostra-se absolutamente inoportuna e extemporânea. No entanto, face às exacerbadas críticas encetadas ao Poder Judiciário, e sem medo de ser injusta ou equivocar-me, tenho para mim que foi com a criação dos Juizados de Pequenas Causas, ocorrida em 1984, que se processou a mais significativa mudança na estrutura do Judiciário brasileiro, pois, por meio deles foi aberta mais uma porta de acesso à Justiça no País. Nesse contexto, as necessidades sociais multifacetadas tem exigido do Poder Judiciário um papel singular, como nos mostra o compromisso internacional assumido pelo Brasil em março de 1998 junto aos Supremos Tribunais de Justiça Ibero-Americanos em Caracas, no sentido de modernizar a administração da Justiça, tal como sugerido pelos Chefes de Estado e de Governo Ibero-Americanos na Declaração de Margarita em novembro de 1997. O Supremo Tribunal Federal brasileiro, naquele ato representado pelo Ministro Carlos Mário Velloso, na época Vice-Presidente da Excelsa Corte, com os demais representantes das Cortes Supremas dos demais países, após concluírem que a crise de nossas sociedades é a crise de nossas instituições, e enfatizarem a importância da independência e autonomia do Poder Judiciário como instrumento de garantia dos direitos humanos; ressaltando, que ações conjuntas, como intercâmbio recíproco de experiências e informações, devem ser adotadas entre as nações, subscreveram compromisso cujo teor é o seguinte:

“As Cortes e Supremos Tribunais Ibero-americanos presentes nesta Reunião de Cúpula, conscientes da importância de garantir de maneira eficaz o acesso à Justiça, reconhecemos a necessidade de promover mecanismos alternos de resolução de conflitos através das seguintes políticas:

Promover a utilização dos mecanismos alternos de resolução de conflitos.

As Cortes e Supremos Tribunais deverão estabelecer o âmbito de aplicação dos mecanismos de solução alterna de conflitos.

Realizar as políticas mediante as seguintes ações:

1. Elaborar projetos relacionados com a tipificação dos assuntos que devem ser submetidos aos mecanismos alternos na resolução de conflito.

2. Elaborar um estudo de custos econômicos e da oportunidade dos mecanismos de solução alterna de conflitos.

3. Avaliar a eficiência da conciliação, da resolução de controvérsias em igualdade (juízes de paz) e da arbitragem interna e internacional.

4. A criação de um sistema de conciliação e arbitragem ibero-americano.

5. Educar para a negociação dos conflitos, tanto os cidadãos quanto os que participarem de cada mecanismo.

6. Promover a criação de Centros de Mediação como outro mecanismo de resolução alterno de conflito.”

Cingidos a esse compromisso internacional, devidamente chancelado pelo Supremo Tribunal Federal, entendemos que é dever do Poder Judiciário brasileiro apoiar as iniciativas de adoção de vias alternativas de resolução de conflitos. A introdução das formas alternativas de solução de conflito – ADR, teve sua razão de ser fulcrada na chamada crise do processo, que vem sendo motivo de preocupação para muitos países, dentre os quais, os EE.UU que por mais de vinte anos investem maciçamente nesse instrumento eficiente de desobstrução do Poder Judiciário. A determinação de avançar na adoção de soluções alternativas de conflito ocorreu logo após uma histórica manifestação do Presidente da Universidade de Harvard, Prof. Derek Bok, respeitado membro da comunidade jurídica americana, que avaliando o sistema processual tradicional utilizado pelo Poder Judiciário americano, a ele referiu-se como “… um sistema que foi semeado de esperanças tiradas daqueles que encontram demasiada dificuldade de compreender, demasiado quixotesco para impor respeito e demasiado caro para obter resultado prático, concluindo que: “… os resultados não justificam os custos: muitas leis e pouca Justiça, muitas normas e poucos resultados”.

Nesse quadro de desânimo, chegando às raias da indignação, os jurisdicionados americanos promoveram então um movimento que acabou por inspirar a história comercial americana. As associações comerciais e determinados setores industriais, o marítimo, o mercado de valores, de peles e sedas, criaram formas privadas de resolução de conflitos. A eficiência do novo método de resolução de controvérsia logo foi comprovada e, para incentivar o uso desse instrumento, importantes personalidades americanas passaram a adotá-lo para assuntos pessoais, como são exemplos:

¨      George Washington – quando incluiu uma cláusula de arbitragem em seu testamento para que eventual disputa que sobreviesse a seus herdeiros fosse solucionada por este “meio alterno”;

¨      Abraham Lincoln – quando exerceu a advocacia, atuou como árbitro em uma célebre disputa entre granjeiros acerca da delimitação de suas propriedades.

A experiência bem sucedida na área comercial levou os americanos durante a Segunda Guerra Mundial, por meio do Congresso, a estender o novo método para a solução de conflitos trabalhistas, evitando tumultos que poderiam ser provocados por trabalhadores em prejuízo dos acontecimentos bélicos. E, foi assim que nasceu a Junta Laboral de Guerra e, em l947, criada pelo Congresso americano uma oficina independente para resolução de conflitos trabalhistas denominada Instituto Federal de Mediação e Conciliação. Mesmo com todo esforço de modernização, a sociedade americana expressava intenso descontentamento com a administração da Justiça, fato que levou o juiz Warren Burger, da Suprema Corte Americana, a convocar a célebre Conferência de Roscoe Pound. Ao abrir a Conferência, o Juiz Burger assim expressou o seu temor e preocupação:

…que a sociedade americana poderia ser invalidada por bandos selvagens de advogados famintos, como uma praga de gafanhotos e um exército de juízes, e profetizou que logo estariam chegando a um ponto em que o sistema judicial, tanto estadual, quanto federal, poderiam literalmente, afundar antes do final do século.

Referida Conferência serviu para reavivar o interesse das instituições tradicionais para as vias alternativas de resolução de conflitos, mas, conforme revigoravam-se as forças do movimento, permaneciam vivas as diferenças de valores e metas que envolviam os conflitantes, o que fez surgir uma diversidade de técnicas e filosofias para implementação de soluções razoáveis a mediá-los, tais como o são a negociação (registre-se, é disciplina obrigatória nas faculdades de Direito americanas), a mediação, a arbitragem e o juiz de aluguel (rent a jugde).

Acredito que todos os segmentos que integram a carreira jurídica (advogados, juízes e membros do ministério público) estão preocupados com o resultado do seu trabalho, não só sob o prisma pessoal da eficiência e da qualidade dos serviços prestados, mas também, sob uma ótica social, que não perde de vista os custos que envolvem a jurisdição emperrada pela burocracia, bem como, seus reflexos sobre o erário público e, acima de tudo, com a consciência de que, tal como hoje é perseguida, a solução dos conflitos não se apresenta senão impotente ao alcance da paz social – seu fim maior. Inumeráveis fatores nos levam a concluir que é preciso mudar o quadro desolador e aflitivo que envolve a qualidade e eficiência da prestação dos serviços judiciários que vem sendo desenhado desde os anos 60, época em que já se comentava acerca da crise do Supremo Tribunal Federal.

Ouso dizer, salientando que é pensamento pessoal, que é preferível ao juiz não deter o monopólio do ato de julgar a tê-lo e prestar um serviço jurisdicional ineficiente e extemporâneo. Já é hora de democratizarmos a Justiça brasileira. Receio, e volto a gizar que se trata de pensamento próprio, que a manutenção deste sistema ineficiente de prestação jurisdicional pode ser instrumento de fracasso da Justiça, enquanto pilar da democracia, porque ao invés de cumprir sua função de promover a paz social, estará, a contrario sensu, inviabilizando a própria convivência social. Por que não dizermos até ser possível que alguém conclua ser desnecessária a própria instituição? Urge afastar a nossa formação romanista, baseada na convicção de que só o juiz investido das funções jurisdicionais é detentor do poder de julgar.

Há muito que os processualistas italianos já visualizavam e afirmavam a equivalência das jurisdições. O fenômeno da globalização que une inexoravelmente os povos em mercados comuns; as relações jurídicas cada vez mais complexas; as novas formas de contratação; os novos institutos em face da posse e da propriedade exigem do juiz contínuo aperfeiçoamento técnico, realidade hoje inviável no Brasil, em função do volume exagerado de trabalho nos Tribunais em número sempre crescente de processos, graças ao incentivo que o cidadão tem recebido para exercitar a cidadania, procurando o leito adequado para solucionar os conflitos.

É imperioso salientar que muito se tem feito para amenizar esse quadro desanimador. A própria Reforma Processual teve essa finalidade, e, após localizar os pontos de estrangulamento do processo, introduziu as tutelas diferidas como a antecipação da tutela, a adoção do procedimento monitório e o aumento significativo do rol dos títulos executivos, tudo com vistas a evitar o alongamento do processo. Não podemos negar que a criação dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais abriu novos horizontes, mas faltava ainda tirar o Brasil da contramão da história, isto é, colocá-lo no rol dos países que incluíram no ordenamento jurídico uma forma “alterna” de solução de conflito. O significativo passo foi dado com a Lei 9.307/96, cognominada carinhosamente Lei Marco Maciel. Aproveito a oportunidade para convidar a todos a prestar uma singela homenagem ao então Senador Marco Maciel, que se empenhou de maneira apostólica para fazer tramitar com sucesso no Congresso Nacional a Lei de Arbitragem e ainda obter a sanção presidencial.

A Lei de Arbitragem tem por fim solucionar conflitos relativos aos direitos patrimoniais disponíveis, por meio da intervenção de uma ou mais pessoas, com poder delegado de decisão que seja imposto aos conflitantes e, como conseqüência, seja por eles acatada, e apresenta como vantagens tornar prescindível a intervenção estatal, e ser a sentença arbitral reconhecida como título executivo judicial. Sabemos que a ineficiência na prestação jurisdicional leva-nos ou de volta aos primórdios da humanidade, quando prevalecia a justiça pelas próprias mãos, o olho por olho, dente por dente, ou ao câncer social do desequilíbrio comportamental, porquanto, está cientificamente comprovado que a falta de acesso ao Judiciário, bem como, a pendência indefinida de processos, tem reflexos nocivos sobre os cidadãos, que passam a vivenciar sentimento de descrença, revolta com a impunidade, aflição e angústia, que podem evoluir para males psicossomáticos, como depressão, apatia, agressividade, desânimo e desesperança.

Neste aspecto, abro um parênteses para citar a valiosa experiência Uruguaia, que, por intermédio de um Convênio Interinstitucional entre o Poder Judiciário e o Ministério da Saúde, instalou em cada hospital público um balcão de atendimento ao cidadão, mantendo plantão com um funcionário da Justiça, um mediador e visita diária de um juiz. Tenho absoluta certeza que a almejada mudança passa necessariamente por uma revolução de mentalidade e pela assunção de uma nova postura de todos membros dos vários segmentos jurídicos, bem como, da própria sociedade, e se consubstancia na conscientização de que o árbitro, o mediador e os conciliadores também são capazes de solucionar conflitos jurídicos com as mesmas condições técnicas de um juiz de direito investido nas funções jurisdicionais.

Precisamos experimentar um novo modelo de Justiça participativa, que redundará na necessária e imperiosa democratização da Justiça. Importante ressaltar também o instituto da Conciliação, procedimento que prioriza a comunicação livre entre os pensamentos em conflito, desarmando os espíritos e proporcionando a continuidade das relações sociais entre os contendores, com a descoberta da visão produtiva que o conflito pode ensejar.

Nessa esteira, pinço uma das mudanças mais recentes e bem sucedidas de criação de mecanismos céleres de negociação, transcorrida no Direito do Trabalho, como foi o caso das Comissões de Conciliação Prévia, as quais contribuíram para agilizar a conciliação de conflitos individuais do trabalho.

Hoje, segundo dados do Ministério do Trabalho, há aproximadamente 1500 Comissões constituídas, com 1 milhão e 500 mil acordos trabalhistas concretizados em um período médio de 7 dias, quando a tramitação de processos concernentes a direitos subjetivos idênticos pode se perpetuar por sete a dez anos. Há de se ressaltar ainda instituto singular, a respeito do qual alguns asseveram tratar-se da Justiça do Terceiro Milênio, qual seja: a Mediação – técnica de resolução de conflitos não adversarial largamente utilizada em países do Oriente e Ocidente, cuja eficiência reside na diluição do conflito. O mediador auxilia as partes na busca da solução do litígio, sem imposição de sentenças ou de laudos, preservando-lhes os interesses por meio de acordos criativos de benefícios recíprocos. Como se vê, os ventos da modernidade indicam, nas atuais circunstâncias, a necessidade imperiosa de mudar a tradicional forma de trabalhar, tanto dos juízes quanto dos advogados, no sentido de evitar o máximo possível a beligerância, investindo no esgotamento das tentativas de solução extrajudiciais, abandonando as atitudes formalistas de “manter por manter” o antagonismo estéril e a postura de confrontação inútil dos contendores. A adoção de formas alternativas de solução de conflitos propugna seu entrelaçamento profícuo com os membros do Poder Judiciário, porque a colaboração mútua é a única forma de fazer vingar tais vias alvissareiras no País. Insisto que devemos investir incessantemente, ainda que sob a forma de catequese, na imprescindível mudança de mentalidade dos Juízes de direito a quem serão direcionados eventuais pedidos de providências em favor da adoção de formas alternativas de solução de conflitos, porque o hábito que nos atrela ao formalismo e ao tecnicismo, que orientam o Código de Processo Civil, poderá frustrar os objetivos perseguidos pelos procedimentos diferenciados.

Entre o juiz e o árbitro, por exemplo, o relacionamento deve ser idêntico àquele utilizado no cumprimento das cartas precatórias. É um colega solicitando ao outro colega auxílio para o efetivo desempenho do trabalho jurisdicional. E, nesse momento, é de fundamental importância gizar o fato de que foi a exacerbação do tecnicismo e do formalismo que fizeram com que o excesso de papéis que compõem os autos do processo nos levassem a esquecer a relação humana existente em cada processo. Creio que seria inteligente manter viva em nossa lembrança a trajetória de desgaste sofrido pelo Poder Judiciário, a fim de não transportarmos para o campo das novas formas de solução de litígios uma das causas que maculou a imagem da Justiça brasileira.

Concluo lembrando uma história que já se esvai na noite dos tempos, mas me oportuniza invitar-lhes à necessária reflexão sobre a adoção de formas alternativas de solução de conflitos:

Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto.

Cada vez que fazia prisioneiros, não os matava, levava-os a uma sala, onde havia um grupo de arqueiros em um canto e uma imensa porta de ferro no outro, na qual estavam gravadas figuras de caveiras cobertas por sangue.

Nesta sala ele os fazia ficar em círculo e, então, dizia: “vocês podem escolher entre morrer flechados por meus arqueiros, ou passar por aquela porta e por mim lá serem trancados.”

Todos os que ali passaram, escolhiam serem mortos pelos arqueiros.

Ao término da guerra, um soldado que por muito tempo servira o rei disse-lhe:

-Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?

-Diga, soldado.

-O que havia por detrás da assustadora porta?

-Vá e veja. Disse o Rei.

O soldado então a abre vagarosamente e percebe que, à medida que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente, até que totalmente aberta, nota que a porta levava a um caminho que sairia rumo à liberdade.

A adoção de formas alternativas de solução de conflitos está abrindo portas de esperança para todos os segmentos sociais e, sem dúvida alguma, realizará o sonho de liberdade e de ampliação da cidadania.

Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a pacificação social, sem jamais olvidar que tal propósito requer uma mudança na mente e no coração. Requer um novo sentido de se pensar a humanização da Justiça.

 

Fátima Nancy Andrighi

Ministra do Superior Tribunal de Justiça

Brasil. Existe esperança?

O título  é muito amplo. É um questionamento que inevitavelmente sugere outros tantos. De que estou falando? Vou focar na questão jurídica. Ou em uma delas. Sendo apenas um estudante que como tal, obrigatoriamente deve pensar sobre o tema. Existe esperança de que o Brasil se consolide como um Estado Democrático de Direito? Isso já está estabelecido constitucionalmente, mas o que vemos na prática é muito distante da retórica constituinte. Sinceramente, por muito tempo fiz coro com aqueles chamados desesperançados, que simplesmente não acreditam que possamos nos levantar da lama moral em que estamos. Talvez porque não se trata de um momento pelo qual passamos. A imoralidade fez parte do surgimento histórico desta nação. De todas as formas possíveis, nosso país serviu de esgoto europeu, laboratório e usina de exploração humana intensa. Um povo com tal formação moral, teria condições de mudar?

Ao perceber como as pessoas reagem “inconformadas” com o sistema democrático, como o interesse dominante consegue literalmente hipnotizar as massas diante de temas inócuos, meu sentimento sempre foi de total descrédito quanto a um futuro diferente. O povo diz-se insatisfeito. Comenta do mensalão, apenas a ponta do iceberg, como uma conquista sem precedentes. Nada de fato ainda aconteceu. Mas a mesma pessoa que condena o mensaleiro, vende seu voto por cinquenta reais ou menos. Por uma bolsa esmola qualquer. Continua a prestar fidelidade e audiência aos dominadores midiáticos que deveria boicotar por questões de família. Manifesta-se nos ciclos virtuais e religiosos com veemência. Mas o país continua nas mesmas mãos podres sustentadas pelos mesmos pobres que apenas fazem piada com a própria desgraça.

Somente no último ano, no ambiente acadêmico, ouvi de certo professor que a nossa democracia é muito jovem. Que com a mesma idade, outras nações também eram incipientes, que o caminho rumo à consolidação jurídica de um povo é fenômeno histórico, progressivo, lento e contínuo. Olhando a massa, a primeira impressão é que  isso é só mais um discurso de esperança, um sonho e nada mais. Olhando a minha volta, entretanto, vejo pessoas que com atitudes simples estão mudando o destino de semelhantes seus. Seria este o indício da possibilidade de que algo bom aconteça em larga escala? Não estou certo.

Sei porém que por toda história existem grupos que raramente são mencionados. Quando o são, geralmente as referências são pejorativas, como o caso dos puritanos.  

Nossa primeira impressão ao ver qualquer noticiário é de que não existe esperança alguma, que devemos ser gratos por cada dia de vida em que não fomos devorados na selva da existência. O que não deixa de ser verdadeiro. Normal assim ser, devido a intensa propagação do mal, aliado ao nosso insaciável prazer mórbido de o consumir.  Assumimos que as más pessoas são a minoria, que não nos envolvemos com a maldade, mas o sentimento de insegurança é permanente. Indício de estarmos enganados?

Quanto ao país, as rédeas da história não estão em minhas mãos. Este é um debate que resisti por muito tempo e que agora começo a encontrar bons contra argumentos. Mas a mais importante constatação é que sempre existiram e sempre existirão pessoas imunes ao curso malévolo imposto por quem se beneficia do caos. Junto a estes quero estar. Digna é uma nação mesmo que minúscula em comparação a qualquer gigante que insiste em permanecer deitado eternamente.

Ocupação da Câmara de BH x Ocupação da Massa encefálica

 

Se você tiver curiosidade de entender melhor o que está por trás da ocupação da Câmara de Vereadores de Belo Horizonte, penso não ser recomendável acompanhar o noticiário local na “tv que o mineiro vê”, leia-se TV Alterosa. Talvez nem seja de muita utilidade acompanhar o que alguns andam postando no youtube.  Se tua mente goza de um mínimo de independência, o mesmo adjetivo reivindicado pelos âncoras de todos os jornais, telejornais e demais publicações, verás que não passa de um sonho a tal imparcialidade jornalística. 

Justamente a tal apresentadora que por inúmeras vezes faz menção ao ativismo popular e às vezes até apologia à desobediência civil, não apenas por uma vez aderiu à edição ou mesmo a produziu de maneira tão parcial que estarrece quem esperava um pouco mais de profissionalismo de um tele jornal já tradicional ainda que por falta de opções. A reportagem sobre a ocupação da Câmara Municipal de Belo Horizonte destacou os seguintes pontos da ocupação:

Sexo na casa legislativa

Filmaram jovens dormindo e um casal que cobertos por um cobertor ou lençol pareciam ter iniciado uma relação sexual. Até que um outro jovem fala alguma coisa ao casal e o rapaz então sai do local. O repórter exclama: vejam que ele sai sem o agasalho que vestia quando deitou! Me poupem né sensacionalistas! Já mostram sexo quase explícito até nos desenhos animados, todas as apresentadoras infantis são símbolos sexuais e vocês querem alarmar quanto a uma relação sexual que supostamente aconteceu? Qual dispositivo legal foi violado? Aproveitaram a deixa e noticiaram o caso de um integrante que teria violentado uma garota. Integrante este que já havia sido reprimido pelo movimento que aliás, trata-se de um movimento de massa e não de grupo eclesiástico. Se surgem dia após dia acusações de estupros praticados por religiosos, seria de estranhar que o mal aparecesse num grupo de jovens ativistas?

Uso de drogas

Repetidas vezes mostram jovens preparando seus “bagulhos”. Diante da gigante droga do legislativo atual e seus preciosíssimos e nobres eleitos, parece até sugestivo usar todo tipo de droga. Ilegal? Em que esta atitude interfere na argumentação? Não sou simpatizante dos entorpecentes. Mas me assombro com uma mente entorpecida que confunde Djair com João do Caminhão!

Exibicionismo

Em dado momento, um idiota é mostrado fazendo o famoso bunda lelê. Ao me deparar com uma situação como esta, imediatamente mudo o olhar para qualquer outro lugar. Se estiver com uma câmera, desligo-a. A não ser que fosse um repórter tentando deslegitimar um grupo de pessoas ou gostasse de filmar traseiros masculinos. Ambas as coisas, pra mim não fazem sentido. Mas tem gente que gosta.

Habilidades com pedaços de pau

Um cara sozinho fazendo movimentos de ninja com uns pedaços de pau. Hilário. Mas a reportagem viu um grande risco neste comportamento.

Treino de lutas

Dois amigos parecem treinar algo semelhante a capoeira. Na boa, na paz. Que mal faz?

Mostraram outras coisas, como desentendimentos, brigas entre os manifestantes, etc. Sinceramente, achei as imagens estúpidas. Porém estúpida mesmo é a ideia de tentar dizer com isso, algo que ficou nas entrelinhas, que não foi dito. Aliás, se alguém puder me mostrar o sentido da reportagem, me diga, talvez tenha entendido mal.  Considero que seria melhor mostrar a imoralidade que são as reuniões dos vereadores, a droga nefasta dos seus projetos de leis e acordos com o executivo, as brigas infindáveis sobre quem vai levar mais, etc. Ou quem sabe, mostrar, comentar e difundir as reivindicações legítimas dos manifestantes, em detrimentos de seus erros, que por piores que sejam, não tem sido uma tragédia chamada democracia eleitoral. Se você quiser entender o que é um movimento social de ocupação, não veja televisão, participe de um!

 

 

 

 

 

Descubra quando você está mais criativo

ideia

Saiba como identificar seus momentos de criatividade e em quais situações sua imaginação fica mais fértil! 

Todo mundo tem um momento especial do dia em que se sente mais disposto e criativo. E alguns estudos, publicados pelo site Life Hacker, afirmam que é possível identificá-los. A ciência criou algumas teorias sobre os momentos em que estamos mais criativos. Uma delas sugere que a criatividade fica mais aguçada quando estamos sonolentos e cansados. Sim! A pesquisa aponta que o nosso cérebro gera soluções mais criativas para os problemas quando estamos com aquela sensação de moleza. Para alguns, isso acontece pela manhã, para outros durante a tarde ou a noite. Obviamente, o estudo afirma que cada organismo possui uma característica individual, portanto, o ideal é prestar atenção nestes três momentos e tentar identificar o seu. Já outra pesquisa acredita que a bebida alcoólica explora a criatividade do ser humano. A ideia é a mesma da teoria anterior: quando você permite que seu cérebro relaxe, você consegue obter respostas mais criativas. Em outras palavras, esta sensação de sonolência, causada pela bebida e pelo cansaço, deixa a sua mente mais leve e, consequentemente, mais criativa. Na mesma linha, uma teoria afirma que o cérebro continua buscando por soluções criativas quando você vai dormir com algum problema na cabeça. O estudo ainda diz que a criatividade entra em ação se, ao acordar, você retomar o assunto.

O oposto também já foi considerado eficaz. A prática do exercício físico pode ajudar quando o assunto é criatividade em alta. A teoria  afirma que quando você se foca no seu corpo, você deixa sua mente mais livre para gerar ideias. Uma outra pesquisa descobriu que quando a criatividade está relacionada a uma rotina, ela tende a aparecer na hora certa. Basicamente, o estudo sugere que se você for uma pessoa organizada, que sempre elabora listas de afazeres e segue sua agenda, você pode “decidir” o momento de ser criativo. Dessa forma, a primeira dica para conseguirmos gerar nosso próprio momento de criatividade é: seja organizado. Outra dica é criar uma planilha onde você possa marcar os momentos e dias em que esteve mais criativo. Assim, é possível começar a identificar como o seu cérebro funciona e quais os momentos em que você pode contar com sua imaginação. Uma sugestão: use aplicativos que permitam inserir comentários em cada faixa de horário do dia, assim você terá ainda mais precisão. Uma sugestão simples e que também dá bastante resultado é anotar o horário em que você teve uma ideia. Anote em um bloquinho ou post it e coloque a hora exata. Com o tempo, analise as “eurekas” e tente identificar em qual momento do dia você esteve mais propenso à criatividade. O app para iOS e Android, chamado “Moment Diary”, é ideal para isso. A criatividade pode ser bastante irregular. Mas, com as dicas acima, dá para começar a entender como a sua funciona. Seja em uma corrida pela manhã, soneca à tarde ou uma bebedeira com os amigos, todo mundo tem um momento certo para criar e solucionar os problemas que, às vezes, nos parecem impossíveis. Pessoalmente, sinto-me mais criativo quando me exercito pela manhã, durante uma caminhada, ou após estudar um pouco à noite.

via http://olhardigital.uol.com.br

21 exercícios de neuróbica que deixam o cérebro afiado

brain

 

Evitar fazer tudo no automático ajuda a turbinar a memória e a concentração.Se o nosso corpo necessita de malhação para ficar sempre em ordem e cheio de disposição, por que com a mente seria diferente?

O cérebro também vai perdendo sua capacidade produtiva ao longo dos anos e, se não for treinado com exercícios, pode falhar. O neurocientista norte-americano, Larry Katz, autor do livro Mantenha seu Cérebro Vivo, criou o que é chamado de neuróbica, ou seja, uma ginástica específica para o cérebro. 

Como funciona a neuróbica? 

A neuróbica consiste na inversão da ordem de alguns movimentos comuns em nosso dia a dia, alterando nossa forma de percepção, sem, contudo, ter que modificar nossa rotina. O objetivo é executar de forma consciente as ações que levam à reações emocionais e cerebrais. São exercícios que vão desde ler ao contrário até conversar com o vizinho que nunca dá bom dia, mas que mexem com aspectos físicos, emocionais e mentais do nosso corpo. Esses hábitos ajudam a estimular a produção de nutrientes no cérebro desenvolvendo suas células e deixando-o mais saudável.

Quanto mais o cérebro é treinado, mais afiado ele ficará, mas para isso não precisa se matar nos testes de QI ou nas palavras cruzadas para ter resultados satisfatórios. A neuróbica é ainda mais simples. Em vez de se inscrever em um super desafio de matemática e ficar decorando fórmulas, que tal vestir-se de olhos fechados ou andar de trás para frente? A proposta da neuróbica é mudar o comportamento rotineiro para “forçar” a memória. Por isso, é recomendável virar fotos de cabeça para baixo para concentrar a atenção ou usar um novo caminho para ir ao trabalho. 

O programa de exercícios da neuróbica oferece ao cérebro experiências fora da rotina, usando várias combinações de seus sentidos – visão, olfato, tato, paladar e audição, além dos “sentidos” de cunho emocional e social.

A neuróbica não vai lhe devolver o cérebro dos vinte anos, mas pode ajudá-lo a acessar o seu arquivo de memórias. O que acontece é que com os exercícios você consegue ativar áreas do seu cérebro que deixou de usar por falta de treino.

Quem sempre esteve atento a esta questão terá menos problemas de saúde cerebral, como demência e doenças cognitivas, como Alzheimer.

O desafio da neuróbica é fazer tudo aquilo que contraria ações automáticas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional. Exemplos:

 1-Use o relógio de pulso no braço direito;

 2-Ande pela casa de trás para frente;

 3-Vista-se de olhos fechados;

 4-Estimule o paladar, coma comidas diferentes;

 5-Leia ou veja fotos de cabeça para baixo concentrando-se em pormenores nos quais nunca tinha reparado;

 6-Veja as horas num espelho;

 7-Troque o mouse do computador de lado;

 8-Escreva ou escove os dentes utilizando a mão esquerda – ou a direita, se for canhoto;

 9-Quando for trabalhar, utilize um percurso diferente do habitual;

 10-Introduza pequenas mudanças nos seus hábitos cotidianos, transformando-os em desafios para o seu cérebro;

 11-Folheie uma revista e procure uma fotografia que lhe chame a atenção. Agora pense 25 adjetivos que ache que a descrevem a imagem ou o tema fotografado;

 12-Quando for a um restaurante, tente identificar os ingredientes que compõem o prato que escolheu e concentre-se nos sabores mais subtis. No final, tire a prova dos nove junto ao garçom ou chef;

 13-Ao entrar numa sala onde esteja muita gente, tente determinar quantas pessoas estão do lado esquerdo e do lado direito. Identifique os objetos que decoram a sala, feche os olhos e enumere-os;

 14-Selecione uma frase de um livro e tente formar uma frase diferente utilizando as mesmas palavras;

 15-Experimente jogar qualquer jogo ou praticar qualquer atividade que nunca tenha tentado antes.

 16-Compre um quebra cabeças e tente encaixar as peças corretas o mais rapidamente que conseguir, cronometrando o tempo. Repita a operação e veja se progrediu;

 17-Experimente memorizar aquilo que precisa comprar no supermercado, em vez de elaborar uma lista. Utilize técnicas de memorização ou separe mentalmente o tipo de produtos que precisa. Desde que funcionem, todos os métodos são válidos;

 18-Recorrendo a um dicionário, aprenda uma palavra nova todos os dias e tente introduzi-la (adequadamente!) nas conversas que tiver;

 19-Ouça as notícias na rádio ou na televisão quando acordar. Durante o dia escreva os pontos principais de que se lembrar;

 20-Ao ler uma palavra pense em outras cinco que começam com a mesma letra;

 21-A proposta é mudar o comportamento rotineiro. Tente, faça alguma atividade diferente com seu outro lado do corpo e estimule o seu cérebro. Se você é destro, que tal escrever com a outra mão?

 Hábitos saudáveis

 Outra atitude indispensável para manter a memória sempre afiada, é prestar atenção na qualidade de vida. O neurologista Ivan Okamoto sugere um estilo de vida mais tranquilo, com alimentação balanceada, sem vícios e com a prática regular de exercícios físicos para manter o corpo e a mente saudáveis.

“A melhor maneira de manter a memória em dia é cuidar da saúde, por isso é importante evitar cigarro e bebidas alcoólicas, seguir uma dieta equilibrada, praticar exercícios e exercitar o cérebro. Manter a atividade mental, seja trabalhando ou participando de alguma atividade em grupo, ajuda a elevar a autoestima e deixar a memória a todo vapor”, explica o especialista. 

Via: http://www.minhavida.com.br/

15 dicas para facilitar a comunicação em grupos

psicoterapia

  1. Disponha as cadeiras em forma de “U” para que todos se vejam.
  2. Diga sempre: “nós”. Envolva-se no grupo.
  3. Mantenha-se atento. Espere sua vez de falar. Olhe para quem fala.
  4. Não cochiche com o companheiro ao lado.
  5. Peça a vez para falar, refira-se a alguma afirmação anterior.
  6. Sempre que fizer uma afirmação conclua com o “porque”.
  7. Nunca menospreze contribuições que parecerem insignificantes, principalmente se forem emitidas por tímidos.
  8. Nunca afirme: não concordo. Discorde sem dizer que está discordando e todos perceberão sua discordância.
  9. Quando alguém disser algo com que você concorda faça algum sinal de concordância (cria coesão no grupo).
  10. Se a reunião vai mal, proponha uma pausa. Não deixe para criticar depois da reunião.
  11. Quando alguém fizer uma afirmação sem provas, encha-lhe de perguntas como: Por quê? Quando? Como? Onde?
  12. Se a discussão for muito teórica, use exemplos que comprovem as afirmativas.
  13. Procure elogiar em cada pessoa o que for elogiável.
  14. Dê oportunidades a todos os membros do grupo. Preocupe-se com o conjunto.
  15. Se você estiver acima do grupo, procure descer, para depois subir com o grupo. Faça perguntas ao contrário de afirmações. Use palavras que todos possam entender.

Via: http://www.ipastor.com.br/