Ocupação da Câmara de BH x Ocupação da Massa encefálica

 

Se você tiver curiosidade de entender melhor o que está por trás da ocupação da Câmara de Vereadores de Belo Horizonte, penso não ser recomendável acompanhar o noticiário local na “tv que o mineiro vê”, leia-se TV Alterosa. Talvez nem seja de muita utilidade acompanhar o que alguns andam postando no youtube.  Se tua mente goza de um mínimo de independência, o mesmo adjetivo reivindicado pelos âncoras de todos os jornais, telejornais e demais publicações, verás que não passa de um sonho a tal imparcialidade jornalística. 

Justamente a tal apresentadora que por inúmeras vezes faz menção ao ativismo popular e às vezes até apologia à desobediência civil, não apenas por uma vez aderiu à edição ou mesmo a produziu de maneira tão parcial que estarrece quem esperava um pouco mais de profissionalismo de um tele jornal já tradicional ainda que por falta de opções. A reportagem sobre a ocupação da Câmara Municipal de Belo Horizonte destacou os seguintes pontos da ocupação:

Sexo na casa legislativa

Filmaram jovens dormindo e um casal que cobertos por um cobertor ou lençol pareciam ter iniciado uma relação sexual. Até que um outro jovem fala alguma coisa ao casal e o rapaz então sai do local. O repórter exclama: vejam que ele sai sem o agasalho que vestia quando deitou! Me poupem né sensacionalistas! Já mostram sexo quase explícito até nos desenhos animados, todas as apresentadoras infantis são símbolos sexuais e vocês querem alarmar quanto a uma relação sexual que supostamente aconteceu? Qual dispositivo legal foi violado? Aproveitaram a deixa e noticiaram o caso de um integrante que teria violentado uma garota. Integrante este que já havia sido reprimido pelo movimento que aliás, trata-se de um movimento de massa e não de grupo eclesiástico. Se surgem dia após dia acusações de estupros praticados por religiosos, seria de estranhar que o mal aparecesse num grupo de jovens ativistas?

Uso de drogas

Repetidas vezes mostram jovens preparando seus “bagulhos”. Diante da gigante droga do legislativo atual e seus preciosíssimos e nobres eleitos, parece até sugestivo usar todo tipo de droga. Ilegal? Em que esta atitude interfere na argumentação? Não sou simpatizante dos entorpecentes. Mas me assombro com uma mente entorpecida que confunde Djair com João do Caminhão!

Exibicionismo

Em dado momento, um idiota é mostrado fazendo o famoso bunda lelê. Ao me deparar com uma situação como esta, imediatamente mudo o olhar para qualquer outro lugar. Se estiver com uma câmera, desligo-a. A não ser que fosse um repórter tentando deslegitimar um grupo de pessoas ou gostasse de filmar traseiros masculinos. Ambas as coisas, pra mim não fazem sentido. Mas tem gente que gosta.

Habilidades com pedaços de pau

Um cara sozinho fazendo movimentos de ninja com uns pedaços de pau. Hilário. Mas a reportagem viu um grande risco neste comportamento.

Treino de lutas

Dois amigos parecem treinar algo semelhante a capoeira. Na boa, na paz. Que mal faz?

Mostraram outras coisas, como desentendimentos, brigas entre os manifestantes, etc. Sinceramente, achei as imagens estúpidas. Porém estúpida mesmo é a ideia de tentar dizer com isso, algo que ficou nas entrelinhas, que não foi dito. Aliás, se alguém puder me mostrar o sentido da reportagem, me diga, talvez tenha entendido mal.  Considero que seria melhor mostrar a imoralidade que são as reuniões dos vereadores, a droga nefasta dos seus projetos de leis e acordos com o executivo, as brigas infindáveis sobre quem vai levar mais, etc. Ou quem sabe, mostrar, comentar e difundir as reivindicações legítimas dos manifestantes, em detrimentos de seus erros, que por piores que sejam, não tem sido uma tragédia chamada democracia eleitoral. Se você quiser entender o que é um movimento social de ocupação, não veja televisão, participe de um!

 

 

 

 

 

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Eu fui na igreja

– Então, como foi seu fim de semana?

– Bem. E o seu?

– Legal. No sábado, acordei cedo e fui estudar um pouco com um colega. Foi proveitoso, uma vez que tanto eu quanto ele precisamos levar bem a sério a oportunidade que estamos tendo de estudar. Além do que, ele tem um conhecimento muito bom de tratados internacionais, matéria da qual eu tenho pouquíssimo conhecimento. Eu pude contribuir da minha parte, com o bom material de estudo que tenho armazenado em meu computador. De fato, mais do que estudar, trocamos boas experiências sobre ser pai, já que a filha dele está a caminho e o meu está nos planos. É sempre bom compartilhar conhecimentos. Ah! Ele também está precisando fazer uma peça jurídica, já que foi, digamos, passado para trás em seus direitos trabalhistas. Será uma ótima chance de aprendermos a fazer uma boa petição inicial na justiça do trabalho. Algo que certamente acrescentará e muito na nossa performance profissional.

Já à tarde, tinha algumas coisas que minha esposa queria que eu fizesse para ela e então passei boa parte de tempo após o almoço ajudando-a na limpeza, dando uma maozinha com as coisas pesadas e com a furadeira, pregando no lugar onde ela queria nosso pôster de casamento. À noite, queríamos fazer algo diferente, então, liguei pro meu cunhado, pois tinha muito tempo que não fazíamos um programa juntos. Fui à casa dele, conversamos sobre livros, filmes, etc, enquanto minha esposa conversava com a esposa dele, coisas de mulher! Parece que foi muito proveitoso para ambas. Elas trabalham muito durante a semana e têm poucas oportunidades de por a prosa em dia. O que, devo dizer, foi quase o que fiz também, guardadas as proporções, pois as mulheres falam “um pouquinho” mais.

– E você?

– Eu, é, bem, tinha culto na igreja né? Fiquei lá ouvindo umas músicas, batendo palma, sentando, levantando, falando com o visinho…

– Hum. Foi bom?

– É, foi.

(Após alguns instantes de silêncio…)

– No domingo, logo cedo, tivemos a notícia que uma amiga da minha sobra acabou falecendo. Não resistiu ao câncer. Tínhamos tentado visitá-la poucos dias atrás. Seu marido foi muito receptivo e pareceu feliz com a visita. Mas dava pra ver sua apreensão com o estado de sua esposa. Como é difícil não poder fazer nada nessas horas. Parece não haver nada a ser feito. Você costuma visitar alguém?

– Fui visitar minha prima outro dia.

– Algum problema?

– Aniversário da sua filha.

– Hum.

– Você fez alguma coisa domingo de manhã?

– Tem culto na igreja.

– Você foi?

– É, não.

– Bem, à tarde liguei para minha irmã. Ela teve alguns problemas durante a semana. Liguei só pra saber se estava tudo bem. Talvez ela gostaria de conversar com alguém. De noite fui arrumar algumas bagunças e pensar um pouco nas tarefas da semana. E você?

– Eu fui na igreja.

Banco do Brasil. Se é bom pro banco, você que se f#¨%$!

Chega a ser retórico dizer que os bancos são os bandidos nº1 do colarinho branco. Estão há décadas no topo da lista de reclamações dos principais órgãos de defesa de consumidor. Dê uma olhada no naipe das principais reclamações! Houve um tempo em que até se questionou se a relação banco/cliente seria mesmo relação de consumo. Mas não resta dúvidas, é uma relação de consumo. Os bancos consomem seu dinheiro com uma fome incrível.

Mas como a roubalheira não tem limites, nem a sem vergonhisse, não bastasse utilizar o jovem galan, faturando em cima do seu tratamento de câncer, o que traz maior comoção na propaganda, o Banco do Brasil (o nome vem mesmo a calhar) apenas recentemente resolveu para de exigir exclusividade como condição para conceder crédito a servidores públicos. Resumindo, você só teria crédito na modalidade conseguir nada consignado, se passasse a se relacionar exclusivamente com ele. Ele só te emprestaria dinheiro, a despeito do seu bom nome na praça, se você aceitasse  pagar lá a manutenção de conta, tarifa de excesso de limite, de cheque especial, de saque, de depósito, de cadeira com rodinha para falar com o gerente, tarifa de esperar menos de 15 horas na fila, tarifa de folha impressa dos dois lados, tarifa de papel higiênico, de cafezinho, de espirro do gerente, etc.

Falta dizer, que pra que o BB “reconhecesse” sua arbitrariedade, foi preciso assinar um termo específico com o CADE. (CAdê o meu Dinheiro, Espertinho? ). No conchavo?  acordo, o banco pagará mais de 100 milhões ao FDD, Fundo dos Direitos Difusos. Ou seja, não se sabe de quem é o direito, muito menos o dinheiro…

Falar mais é bobagem. 

Cumadre! Será que o Lula sabia do mensalão?

A especulação sobre o fato do ex humorista presidente saber ou não do maior esquema revelado de corrupção que acontecia sob às suas barbas partindo da Casa Civil, chefiada por sua secretária executiva, José Dirceu, parece conversa de comadres. É muita ingenuidade pensar que algo de tamanhas proporçõe$ não tenha sido inclusive arquitetado por uma das mentes mais brilhantes que atuaram na política desse país.

Nunca na história desse país, (desculpe, mas desprezo a origem da expressão propositalmente) alguém tinha chegado ao posto mais alto da política brasileira sem alguma herança de berço ou de cofre, ou combinação de ambos. Ressalto, sem pretensão a ser um grande observador, que esse sucesso está diretamente relacionado ao fato do referido ex metalúrgico possuir exímia habilidade de relacionamento, de persuasão, de costurar alianças, liderar, discursar, etc. Aliás, será sempre lembrado também pela sua constante mania de quebrar protocolos, utilizando-se de improvisos que no pesem proporcionar leveza aos chatíssimos cerimoniais, novamente peço desculpas ao dizer, eram sofríveis.

Rápida análise sobre os trejeitos de Inácio, apenas menciono como exemplo a insistência em chamar aos comparsas subalternos de companheiros, as inúmeras reuniões informais, as peladas na Granja do Torto (piada pronta!), os pitacos no futebol, a fama de beberrão, tudo isso nos permite ao menos suspeitar, que Lula faz o tipo: bom companheiro, bom companheiro, bom companheiro, “ninguém pode negar”!

Se você está a anos, digo, décadas, trabalhando com ele, você é íntimo a esse camarada. Se você foi colocado no cargo de Chefe da Casa Civil, cargo da mais alta confiança, você tem uma afinidade incrível com o chefe. Você Dirceu, era a secretária executiva do chefão. Sendo um pouco freudimente pervertido, aponto a “dona da Casa Civil” como aquela amante óbvia, topo da lista: a secretária, a mulher que passa mais tempo com chefe do que a própria esposa. A confidente, a que obedece direitinho, é paga pra isso. Sabe coisas que dariam “pano prá manga”. Muitas das decisões do chefe são na verdade opiniões ratificadas da secretária. Porém, TODAS as atividades da secretária relativas à “empresa” ou que a ela relacionam-se são orientações do chefe. Quando isso deixa de acontecer, a secretária imediatamente desce a rampa do palácio. Acontece que outra secretária pode sentir-se enciumada, talvez por ter estado um pouco acima do peso e dar uma de Jefferson¹, denunciando um esquema imoral, como se dele também não fizesse parte, apenas como atitude desaforada.

Em qualquer conversa de comadres, você pode ficar sabendo MUITO sobre um alto executivo, nem precisa ser tão alto como o do exemplo. Basta que conheça sua secretária. Mas esteja certo que ao ser descoberta qualquer coisa errada, a secretária será a megera, a mulher fácil, sem honra, que quase acabou com a família do chefe. E quando o caso não for esse, quando envolver qualquer esquema fraudulento, o que se ouvirá é que o chefe não sabia de nada. Foi a audaciosa funcionária que fez tudo. Depois de longos anos de todo tipo de intimidades, ouça o Presidente dizer: eu não sabia de nada! Bom entendedor sabe o significado de ‘não’ e ‘nada’ na mesma frase.

¹Roberto Jefferson, delator do esquema do mensalão. – http://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Jefferson

Advogado terminando namoro

 

Prezada Otaviana de Albuquerque Pereira Lima da Silva e Souza,      
Face aos acontecimentos de nosso relacionamento, venho por meio desta, na qualidade de homem que sou, apesar de V Sa. não me deixar demonstrar, uma vez que não me foi permitido devassar vossa lascívia, retratar-me formalmente, de todos os termos até então empregados à sua pessoa, o que faço com supedâneo no que segue:   
 
DA INICIAL MÁ-FÉ DE VOSSA SENHORIA  
1. CONSIDERANDO QUE nos conhecemos na balada e que nem precisei perguntar seu nome direito, para logo chegar te beijando; 
1.2. CONSIDERANDO seu olhar de tarada enquanto dançava na pista esperando eu me aproximar. 
1.3. CONSIDERANDO QUE com os beijos nervosos que trocamos naquela noite, V.Sa. me induziu a crer que logo estaríamos explorando nossos corpos, em incessante e incansável atividade sexual. Passei então, a me encontrar com Vossa Senhoria.
 
DOS PREJUÍZOS EXPERIMENTADOS 
2. CONSIDERANDO QUE fomos ao cinema e fui eu quem paguei as entradas, sem se falar no jantar após o filme. 
2. 2. CONSIDERANDO QUE já levei Vossa Senhoria em boates das mais badaladas e caras, sendo certo que fui eu, de igual sorte, quem bancou os gastos. 
2. 3. CONSIDERANDO QUE até à praia já fomos juntos, sem que Vossa Senhoria gastasse um centavo sequer, eis que todos os gastos eram por mim experimentados, e que Vossa Senhoria não quis nem colocar biquíni alegando que estava ventando muito.
 
DAS RAZÕES DE SER DO PRESENTE 3.1. CONSIDERANDO AINDA QUE até a presente data, após o longínquo prazo de duas semanas, Vossa Senhoria não me deixou tocar, sequer na sua panturrilha. 
3.2. CONSIDERANDO QUE Vossa Senhoria ainda não me deixa encostar a mão nem na sua cintura com a alegaçãozinha barata de que sente cócegas. 
 
DECIDO SOBRE NOSSO RELACIONAMENTO O SEGUINTE. 
4.1. Vá até a mulher de vida airada que também é sua progenitora, pois eu não sou mais um ser humano do sexo masculino que usa calças curtas e a atividade sexual não é para mim, um lazer, mas sim uma necessidade premente. 
4.2. Não me venha com “colóquios flácidos para acalentar bovinos” de que pensava que eu era diferente. 
4.3. Saiba que vou te processar por me iludir aparentando ser a mulher dos meus sonhos, e, na verdade, só me fez perder tempo, dinheiro e jogar elogios fora, além de me abalar emocionalmente. 
 
Sinceramente, sem mais para o momento, fique com o meu cordial “vá tomar no meio do olho do orifício rugoso localizado na região infero-lombar de sua anatomia” que esse relacionamento já inflou o volume da minha bolsa escrotal! 
 
Dou assim por encerrado o nosso relacionamento, nada mais subsistindo entre nós, salvo o dever de indenização pelos prejuízos causados.
via http://www.naoentendodireito.com/

Atendimento único

Sei que não será nenhuma novidade fazer um “elogio” ao tipo de atendimento que encontramos nos mais variados tipos de estabelecimentos. O serviço de call center, então, é um caso a parte.

Talvez por também lidar na área em meu dia a dia, fico algumas vezes mais impressionado com o que vejo. Fui esta semana fazer um carimbo e achei muito instrutivo o atendimento. Aprendi a como fazer um atendimento único, do tipo, nunca mais voltarei a este lugar.

Primeiro, ao chegar, ninguém existe para te atender. Tive que fazer algum tipo de barulho para ser percebido. Então,  a aparente dona da loja apareceu. Com cara de pesar de ter sido interrompida do que estava fazendo. Dormindo parecia. Expliquei o que queria e, ela apenas anotou alguma coisa, como já fazendo uma espécie de ordem de serviço. Tive que perguntar quanto ficaria e em quanto tempo. A “moça ” não achou que seria algo que eu gostaria de saber! Sem olhar para mim ela apenas falou o preço e disse que ficaria pronto no dia seguinte, hora tal. Mais de vinte e quatro horas depois. Pelo jeito, muitos outros insatisfeitos estão na minha frente. Para finalizar, algum conhecido da miss simpatia balconista chegou e então, começaram a conversar como se não houvesse um cliente na loja!

Sem alternativas, apenas saí da loja e voltei no dia seguinte, na hora combinada. Gostaria que tivesse outro lugar para procurar serviço melhor. Mas não tinha tempo.

O serviço foi feito. Mas o cliente foi perdido. Foi um atendimento único. Espero não atender a outros assim. Espero nunca mais precisar de um carimbo. Desta loja.