Banco do Brasil. Se é bom pro banco, você que se f#¨%$!

Chega a ser retórico dizer que os bancos são os bandidos nº1 do colarinho branco. Estão há décadas no topo da lista de reclamações dos principais órgãos de defesa de consumidor. Dê uma olhada no naipe das principais reclamações! Houve um tempo em que até se questionou se a relação banco/cliente seria mesmo relação de consumo. Mas não resta dúvidas, é uma relação de consumo. Os bancos consomem seu dinheiro com uma fome incrível.

Mas como a roubalheira não tem limites, nem a sem vergonhisse, não bastasse utilizar o jovem galan, faturando em cima do seu tratamento de câncer, o que traz maior comoção na propaganda, o Banco do Brasil (o nome vem mesmo a calhar) apenas recentemente resolveu para de exigir exclusividade como condição para conceder crédito a servidores públicos. Resumindo, você só teria crédito na modalidade conseguir nada consignado, se passasse a se relacionar exclusivamente com ele. Ele só te emprestaria dinheiro, a despeito do seu bom nome na praça, se você aceitasse  pagar lá a manutenção de conta, tarifa de excesso de limite, de cheque especial, de saque, de depósito, de cadeira com rodinha para falar com o gerente, tarifa de esperar menos de 15 horas na fila, tarifa de folha impressa dos dois lados, tarifa de papel higiênico, de cafezinho, de espirro do gerente, etc.

Falta dizer, que pra que o BB “reconhecesse” sua arbitrariedade, foi preciso assinar um termo específico com o CADE. (CAdê o meu Dinheiro, Espertinho? ). No conchavo?  acordo, o banco pagará mais de 100 milhões ao FDD, Fundo dos Direitos Difusos. Ou seja, não se sabe de quem é o direito, muito menos o dinheiro…

Falar mais é bobagem. 

Cumadre! Será que o Lula sabia do mensalão?

A especulação sobre o fato do ex humorista presidente saber ou não do maior esquema revelado de corrupção que acontecia sob às suas barbas partindo da Casa Civil, chefiada por sua secretária executiva, José Dirceu, parece conversa de comadres. É muita ingenuidade pensar que algo de tamanhas proporçõe$ não tenha sido inclusive arquitetado por uma das mentes mais brilhantes que atuaram na política desse país.

Nunca na história desse país, (desculpe, mas desprezo a origem da expressão propositalmente) alguém tinha chegado ao posto mais alto da política brasileira sem alguma herança de berço ou de cofre, ou combinação de ambos. Ressalto, sem pretensão a ser um grande observador, que esse sucesso está diretamente relacionado ao fato do referido ex metalúrgico possuir exímia habilidade de relacionamento, de persuasão, de costurar alianças, liderar, discursar, etc. Aliás, será sempre lembrado também pela sua constante mania de quebrar protocolos, utilizando-se de improvisos que no pesem proporcionar leveza aos chatíssimos cerimoniais, novamente peço desculpas ao dizer, eram sofríveis.

Rápida análise sobre os trejeitos de Inácio, apenas menciono como exemplo a insistência em chamar aos comparsas subalternos de companheiros, as inúmeras reuniões informais, as peladas na Granja do Torto (piada pronta!), os pitacos no futebol, a fama de beberrão, tudo isso nos permite ao menos suspeitar, que Lula faz o tipo: bom companheiro, bom companheiro, bom companheiro, “ninguém pode negar”!

Se você está a anos, digo, décadas, trabalhando com ele, você é íntimo a esse camarada. Se você foi colocado no cargo de Chefe da Casa Civil, cargo da mais alta confiança, você tem uma afinidade incrível com o chefe. Você Dirceu, era a secretária executiva do chefão. Sendo um pouco freudimente pervertido, aponto a “dona da Casa Civil” como aquela amante óbvia, topo da lista: a secretária, a mulher que passa mais tempo com chefe do que a própria esposa. A confidente, a que obedece direitinho, é paga pra isso. Sabe coisas que dariam “pano prá manga”. Muitas das decisões do chefe são na verdade opiniões ratificadas da secretária. Porém, TODAS as atividades da secretária relativas à “empresa” ou que a ela relacionam-se são orientações do chefe. Quando isso deixa de acontecer, a secretária imediatamente desce a rampa do palácio. Acontece que outra secretária pode sentir-se enciumada, talvez por ter estado um pouco acima do peso e dar uma de Jefferson¹, denunciando um esquema imoral, como se dele também não fizesse parte, apenas como atitude desaforada.

Em qualquer conversa de comadres, você pode ficar sabendo MUITO sobre um alto executivo, nem precisa ser tão alto como o do exemplo. Basta que conheça sua secretária. Mas esteja certo que ao ser descoberta qualquer coisa errada, a secretária será a megera, a mulher fácil, sem honra, que quase acabou com a família do chefe. E quando o caso não for esse, quando envolver qualquer esquema fraudulento, o que se ouvirá é que o chefe não sabia de nada. Foi a audaciosa funcionária que fez tudo. Depois de longos anos de todo tipo de intimidades, ouça o Presidente dizer: eu não sabia de nada! Bom entendedor sabe o significado de ‘não’ e ‘nada’ na mesma frase.

¹Roberto Jefferson, delator do esquema do mensalão. – http://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Jefferson